Dra. Eveline Bristot Panarotto, Fisioterapeuta CREFITO-5/44273F

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Integração Sensorial




A Integração Sensorial é uma técnica de tratamento que foi preconizada pela terapeuta ocupacional americana Jean Ayres. Inicialmente foi dirigida a crianças que apresentavam distúrbio de aprendizagem e atualmente a sua utilização se ampliou também aos portadores de disfunções neurológicas, que se beneficiam com a sua aplicação em hospitais, instituições, clínicas e escolas.

Esse é um processo pelo qual o cérebro organiza as informações, de modo a dar uma resposta adaptativa adequada, para organizar as sensações do próprio corpo em relação ao ambiente. As nossas capacidades de processamento sensorial são usadas para a interação social, o desenvolvimento de habilidades motoras e para a atenção e concentração.
 
Ayres propõe através de sua pesquisa que a integração sensorial é um processo em que a sensação do nosso próprio corpo e do ambiente é organizada no cérebro e torna possível o uso do corpo eficientemente em qualquer ambiente apresentado. Se a criança apresenta um déficit na capacidade de envolver-se com eficiência nestas ações em períodos críticos do desenvolvimento, isso pode interferir no desenvolvimento cerebral correto podendo apresentar consequências em sua capacidade global. Identificar as áreas em déficit em bebês e na primeira infância irá possibilitar a correta adequação do tratamento terapêutico aumentando assim as chances desta criança em desenvolver-se de forma normal.
 
Para aplicação desta técnica de tratamento é necessário um setting terapêutico com estruturas e equipamentos suspensos para promover movimentos que ativam os sistemas sensoriais. Fazem parte deste ambiente, balanços, redes, trapézio, câmara de pneu, escorregador, piscina de bolinha, escalada, tirolesa, além de materiais que promovam distintas experiências táteis.

A integração sensorial é indicada para crianças e adulto com:

   * Disfunções sensoriais que interfiram no desempenho das atividades da vida diária, escolar, no convívio social;

   * Distúrbios neurológicos – Paralisia Cerebral, Síndromes,  Retardo do Desenvolvimento Neuropsicomotor  (DNPM);

   *Distúrbios comportamentais  -  Autismo, Psicoses Infantis, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).